Nada deixei escapar. Guardei tudo na memória. As palavras doces e as amargas, as promessas e as desilusões. Muitos falam que guardar o que já passou é tortura, e de certa forma não deixa de ser. Porém se não fosse a bagagem de acontecimentos passados, não seria eu. Eu não seria forte e frágil na mesma proporção. Não seria adocicada e áspera na mesma dosagem. Posso ter passado por maus bocados, mas infelizmente ou felizmente foram eles responsáveis pelo que sou.
Já nem tento resolver algumas coisas,sei que vai dar ao mesmo que deu das outras vezes.